A verdade sobre o Tesouro Direto que ninguém fala

Descubra verdades sobre o Tesouro Direto que poucos falam, incluindo riscos, custos e tributação.

Vicente Carvalho

Vicente Carvalho

Repórter de Negócios

05 de janeiro de 2026

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LEITURA

newspaper Economia

O Tesouro Direto é frequentemente visto como uma opção segura e acessível para quem deseja investir em renda fixa. No entanto, existem nuances e verdades sobre esse investimento que muitas vezes não são discutidas. Neste artigo, vamos explorar aspectos menos conhecidos do Tesouro Direto, fornecendo uma visão mais completa para aqueles que consideram esse tipo de investimento.

O que é o Tesouro Direto?

O Tesouro Direto é um programa do governo brasileiro que permite que pessoas físicas comprem títulos públicos pela internet. Esses títulos são uma forma de o governo se financiar e, em troca, os investidores recebem juros. Apesar de sua popularidade, muitos investidores não compreendem completamente como funcionam esses títulos e quais são os riscos envolvidos.

Quais são os tipos de títulos disponíveis?

Existem diferentes tipos de títulos disponíveis no Tesouro Direto, cada um com características distintas. Os principais são:

  • Tesouro Selic: Títulos pós-fixados que acompanham a taxa Selic, ideal para quem busca liquidez e segurança.
  • Tesouro Prefixado: Títulos com uma taxa de juros fixa, que podem ser vantajosos em cenários de queda de juros.
  • Tesouro IPCA: Títulos que garantem um rendimento atrelado à inflação, ideal para proteger o poder de compra.

De acordo com o InfoMoney, a escolha do título deve ser baseada no perfil do investidor e em suas expectativas em relação à economia.

Quais são os custos ocultos?

Embora o Tesouro Direto seja considerado uma opção de baixo custo, existem taxas que podem impactar o retorno do investimento. A taxa de custódia, cobrada pela B3, pode ser uma surpresa para alguns investidores. Essa taxa é de 0,25% ao ano sobre o valor investido e é cobrada sobre a rentabilidade dos títulos. Além disso, algumas corretoras podem cobrar taxas de administração.

Qual é o risco real do Tesouro Direto?

Um dos maiores atrativos do Tesouro Direto é a segurança, já que os títulos são garantidos pelo governo. No entanto, isso não significa que não existem riscos. O principal risco associado ao Tesouro Direto é o risco de mercado. Se o investidor precisar vender seus títulos antes do vencimento, pode enfrentar perdas, especialmente em cenários de alta de juros.

Como a tributação afeta o retorno?

A tributação é outro fator que muitos investidores subestimam. O Imposto de Renda é cobrado de forma regressiva, ou seja, quanto mais tempo o investidor mantiver o título, menor será a alíquota. Para aplicações de até 180 dias, a alíquota é de 22,5%. Após 720 dias, a alíquota cai para 15%. Essa tributação pode impactar significativamente o retorno final do investimento, conforme aponta o Valor Econômico.

Conclusão

O Tesouro Direto pode ser uma excelente opção para investidores que buscam segurança e rentabilidade. No entanto, é fundamental entender os custos, riscos e a tributação envolvidos para que a escolha seja realmente vantajosa. Ao se informar adequadamente, o investidor pode fazer decisões mais conscientes e alinhadas ao seu perfil financeiro.

FAQ

1. O Tesouro Direto é seguro?

Sim, os títulos são garantidos pelo governo, mas ainda existem riscos de mercado.

2. Quais são os custos para investir no Tesouro Direto?

Os principais custos incluem a taxa de custódia e possíveis taxas de administração de corretoras.

3. Como a tributação afeta meu investimento?

A tributação varia conforme o tempo de aplicação e pode impactar o retorno final.

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