CDB NÃO é a poupança que você imagina ser segura

Entenda por que o CDB não é tão seguro quanto a poupança e quais riscos você deve considerar antes de investir.

Helena Bittencourt

Helena Bittencourt

Analista de Mercado

05 de janeiro de 2026

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4 MINUTOS

LEITURA

CDB NÃO é a poupança que você imagina ser segura

Quando se trata de investimentos, muitos brasileiros ainda têm a ideia de que o Certificado de Depósito Bancário (CDB) é tão seguro quanto a poupança. No entanto, essa percepção pode ser enganosa. Embora o CDB ofereça garantias, como a proteção do Fundo Garantidor de Créditos (FGC), existem nuances que precisam ser compreendidas para evitar surpresas desagradáveis no futuro.

O que é um CDB e como ele funciona?

O CDB é um título de renda fixa emitido por bancos para captar recursos. Ao investir em um CDB, o investidor empresta dinheiro ao banco, que, em troca, paga uma remuneração, que pode ser prefixada ou atrelada a um índice, como o CDI. A promessa de rentabilidade é uma das principais razões pelas quais os investidores optam por esse produto.

Por que o CDB não é tão seguro quanto a poupança?

A principal diferença entre a poupança e o CDB é a questão da liquidez e da segurança. Enquanto a poupança é um produto bancário que garante a devolução total do capital e os juros a qualquer momento, o CDB pode ter prazos de vencimento que limitam o acesso ao dinheiro. Além disso, o CDB está sujeito ao risco de crédito do banco emissor. Caso a instituição enfrente dificuldades financeiras, o investidor pode ter problemas para recuperar seu investimento, embora a proteção do FGC cubra até R$ 250 mil por CPF e por instituição.

Quais são os riscos envolvidos no CDB?

Os riscos associados ao CDB incluem o risco de crédito, que já mencionamos, e o risco de mercado. O rendimento do CDB pode ser afetado por variações nas taxas de juros e na inflação. Por exemplo, se a taxa Selic aumentar, novos CDBs podem oferecer taxas mais atraentes, fazendo com que os antigos se tornem menos desejáveis. Isso pode impactar a liquidez do seu investimento, caso você precise vender o título antes do vencimento.

Como escolher um CDB?

Na hora de escolher um CDB, é fundamental considerar o banco emissor e a rentabilidade oferecida. É recomendável optar por instituições sólidas e bem avaliadas. Além disso, é importante analisar a taxa de retorno em comparação com a inflação e outras opções de investimento. O InfoMoney destaca que, embora o CDB possa ser uma boa opção de investimento, ele não deve ser a única alternativa na diversificação da carteira.

O que considerar antes de investir?

Antes de decidir investir em um CDB, avalie o seu perfil de investidor e seus objetivos financeiros. Se você precisa de liquidez e acesso rápido ao seu dinheiro, a poupança pode ser uma opção mais adequada. Por outro lado, se você busca um rendimento superior e está disposto a deixar o dinheiro aplicado por um período, o CDB pode ser vantajoso. O Valor Econômico ressalta a importância de entender as condições do investimento e o cenário econômico.

Conclusão

Embora o CDB seja um produto financeiro seguro, especialmente quando comparado a outras opções de investimento, ele não deve ser visto como uma alternativa à poupança sem uma análise cuidadosa. Compreender os riscos e as características desse tipo de investimento é essencial para tomar decisões financeiras informadas e adequadas ao seu perfil.

FAQ

1. O que é o Fundo Garantidor de Créditos (FGC)?

O FGC é uma entidade que protege os investidores em caso de falência de instituições financeiras, garantindo a devolução de até R$ 250 mil por CPF e por banco.

2. O CDB é mais rentável que a poupança?

Sim, geralmente o CDB oferece uma rentabilidade maior do que a poupança, mas isso depende das condições do mercado e do tipo de CDB escolhido.

3. Posso resgatar meu CDB a qualquer momento?

Depende do tipo de CDB. Alguns têm liquidez diária, enquanto outros podem ter prazos de vencimento que exigem que o investidor aguarde para resgatar o valor.

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